Ouvi o podcast da Tribo Forte sobre criação de gado e, apesar de ter ouvido muita informação interessante, não gravei muita coisa. As informações que ficaram na cabeça é que cerca de 88% do gado brasileiro é criado a pasto -- os 12% que são criados em confinamento, são animais destinados a se tornarem carne gourmet nos restaurantes/hamburguerias/açougues.
Por falar em confinamento, esse método de criação não é nada parecido com o método medonho que vemos nos Estados Unidos, onde os animais são confinados em espaços menores que o meu quarto (que é bem pequeno) e são alimentados com coisas que eles não deveriam comer (grãos).
No geral, a Anna (esqueci o sobrenome), que vive nesse meio desde a infância e possui doutorado em Zootecnia (sim, estou querendo mostrar que ela entende do assunto), me tranquilizou um bocado pois ao longo do podcast, ela esclareceu certos pontos que sanaram minhas dúvidas quanto ao possível sofrimento desnecessário causado aos animais durante a criação dos mesmos.
Além disso, ficou bem claro para mim que, basicamente, para o pessoal que trabalha nesse meio, o lucro (ou, pelo menos, o "não-prejuízo") é o mais importante. Isto significa que, se a criação de gado a pasto for o método mais lucrativo (ou, de novo, não-prejudicial), logo o gado será criado a pasto e fim. Não importa se isso causará sofrimento aos animais ou danos ao meio-ambiente.
Dito isso, levando em consideração o exemplo citado, temos sorte pelo fato de a criação de gado ser o meio mais benéfico - ou, menos causador de danos - para o gado, para nós que consumimos o gado e para o meio ambiente.
Bem, acho que é isso.
Gostaria de falar também que eu estava bastante desanimado pra escrever esse post aqui. Não só isso, quando comecei, pensei: "Tenho pouca coisa pra falar :/. Vai dar dois parágrafos só, no máximo". Agora olhe o tamanho dessa postagem! Sim, eu
Muito provavelmente ouvirei de novo o podcast que citei nesse texto. Até!
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